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    Cuidar da saúde mental é importante para prevenir estresse e quadros de ansiedade e depressão


    Postado em 07/10/2019



    Em um mundo cada vez mais conectado, acelerado e complexo, o que não faltam são motivos para o estresse. Engarrafamento no trânsito, rotina atribulada, competitividade, pressão no trabalho e compromissos sociais... Se as demandas externas estão tomando todo o espaço na agenda e não sobra tempo para mais nada, está na hora de parar, respirar e se cuidar. Caso contrário, situações como essas, dentre outras, podem desencadear estresses agudos ou crônicos, porta de entrada para quadros de ansiedade e depressão.


    Esse foi o tema da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) realizada no Hospital Lifecenter neste ano. O nosso objetivo foi conscientizar todos os Lifers sobre a importância de cuidar da saúde mental.


    Agora, vamos compartilhar com você informações sobre essas doenças e como preveni-las. Acompanhe!


    O que é o estresse?


    O estresse é a forma como o nosso organismo reage diante de ameaças internas e externas. Um tipo de ameaça está relacionado, por exemplo, à doenças graves, como câncer, doenças degenerativas e conflitos emocionais. Outro tipo tem a ver com situações que acontecem no entorno, como acidentes de carro, assaltos, engarrafamento no trânsito, entre outros.


    Qualquer situação que tire a tranquilidade e provoque tensão é considerada estressante. Portanto o estresse é uma resposta física do organismo a um estímulo.


    Tipos de estresse


    O corpo estressado pensa que está sob ataque e muda para o modo “lutar ou fugir”, liberando uma mistura complexa de hormônios e substâncias químicas como adrenalina, cortisol e norepinefrina para preparar o corpo para a ação física. “Quando essa reação acontece a partir de um evento no presente, mas passageira, nós chamamos de estresse agudo. Isso é normal de acontecer. Geralmente são episódios isolados que não tem efeito persistente no organismo. No caso de eventos muito traumáticos, como o estresse sofrido por uma vítima de um crime, acidente grave ou situação potencialmente fatal, há o risco do desenvolvimento de um quadro psiquiátrico chamado de transtorno de estresse pós-traumático (TEP)”, explicou dra. Maria Passos Barcala, médica psiquiatra do Hospital Lifecenter.


    O estresse agudo pode ser considerado saudável, pois ensina nosso corpo a reagir em futuras situações estressantes. Entretanto quando ocorre com frequência, o efeito para a saúde é muito nocivo. Nesse caso, algumas pessoas podem sentir os sintomas do estresse agudo com mais frequência e intensidade do que outras. Em geral são pessoas detalhistas, muito focadas na organização e com preocupações excessivas. Elas costumam ficar muito irritadas com elas mesmas ou com o ambiente ao seu redor. A pessoa passa a ser mais pessimista sobre situações cotidianas e aceitam o estresse como parte da vida.


    A manutenção de um estado de estresse por longos períodos pode ser prejudicial à saúde. Os resultados de níveis elevados de cortisol podem levar ao aumento nos níveis de açúcar e pressão arterial, desenvolvimento de quadros de gastrite, úlcera e outras doenças e diminuição da libido. Quando o estresse se torna persistente e se prolonga por longos períodos, acontece o chamado estresse crônico. Esses pacientes precisam procurar um especialista. Se esse estresse não for tratado logo no início, pode causar ansiedade e depressão.


    O que causa o estresse?


    De acordo com Maria Barcala, o estresse está ligado à forma como as pessoas reagem às situações da vida, podendo se relacionar com experiências traumáticas na primeira infância, que são internalizadas e permanecem dolorosas e presentes. Essas experiências podem afetar a personalidade, a visão de mundo e a crença, causando estresse sem fim para o indivíduo.


    Rotina atribulada, tarefas em excesso, conflitos emocionais, convivência com as pessoas, doença grave, falta de descanso são algumas causas. Esse comportamento é resultado da desconexão do ser humano com ele mesmo. Ou seja, as pessoas estão muito mais ligadas ao mundo externo.


    O estresse se manifesta em 90% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).


    Quais são os sintomas dessa síndrome?


    A nível físico, o paciente pode apresentar problemas gastrointestinais, hipertensão arterial, dores musculares e cefaleia. A nível emocional, ele pode apresentar irritabilidade, agitação, apatia, tristeza e insegurança. “A insônia também pode estar relacionada ao estresse. Quanto mais agitada for a rotina noturna, menos facilidade a pessoa terá de dormir. O ideal é evitar estímulos antes de deitar (celular, televisão) e diminuir o ritmo. Apagar as luzes da casa e ler um livro ou ouvir uma música, isto é, se preparar para dormir”, indicou.


    Continue a leitura e entenda a influência do estresse na causa de outros problemas, como ansiedade e depressão.


    Qual a influência do estresse na ansiedade e depressão?


    Tudo está ligado. A ansiedade e a depressão podem ser consequências de estresses agudo ou crônico (explicamos esses conceitos acima). Na maioria das vezes, a ansiedade e a depressão estão ligadas ao estresse crônico.


    O que é a ansiedade?


    Todo mundo precisa de um nível de ansiedade. Ela que movimenta as pessoas para correrem atrás de seus sonhos, acordar para a vida e exercitar sua criatividade. Porém a ansiedade deixa de ser normal quando ela excede o limite e afeta o bem-estar. “Vivemos em um mundo muito competitivo, agitado e acelerado. Quando as pessoas desejam que o dia tenha 25 horas em vez de 24 e não conseguem parar para relaxar, precisamos ficar de olho”, afirmou a psiquiatra.


    A ansiedade patológica pode se manifestar por meio das crises de ansiedade – o coração dispara, dá sensação de aperto no peito, sensação de risco iminente de morte, sudorese, entre outros. De acordo com ela, é frequente em casos de ansiedade a detecção de componentes depressivos, o que é muito diferente da chamada depressão maior.


    O que é a depressão?


    É uma doença muito grave em que a pessoa tem sentimentos de inutilidade, baixa autoestima, fracasso, medo da vida, tristeza inexplicável e muitas vezes ideias de ruína. Não importa condição financeira, gênero, idade ou situação social, a depressão pode atingir qualquer um. “A pessoa com depressão deixa de ter alegria nas coisas que anteriormente tinha. Sente apatia, desânimo muito grande e só tem vontade de ficar deitada. Não faz planos e não tem perspectiva de vida”, explicou.


    Em geral, a doença não chega de uma hora para outra e nem sempre se associa a um evento externo de características negativas (perda do emprego, morte de pessoa querida etc). O processo depressivo pode ter início a partir de vivências estressantes, agudas ou crônicas.


    Quando o estresse começa a interferir na capacidade de viver uma vida normal, por um longo período, ele se torna ainda mais perigoso. Quanto mais tempo dura o estresse, pior é para a saúde mental e do corpo. O estresse crônico provoca desgaste no organismo e pode agravar problemas já existentes. Algumas pessoas podem lançar mão de hábitos como o aumento do consumo de álcool e o tabagismo para lidar com as tensões, com agravamento das situações.


    “A baixa de humor nos quadros depressivos é um dos sintomas mais frequentes, mas em outros pacientes a apatia e adinamia se manifestam de forma mais acentuada”, comentou. A falta de uma boa noite de sono para descansar o corpo e a mente tem influência nesses processos.


    Muitas pessoas julgam quem sofre de depressão como acomodados, que não reagem porque não fazem esforço para tal. Mas a verdade é que o paciente realmente não dá conta de fazer suas atividades como antes. Daí a importância de tratamento especializado, com apoio de familiares e amigos.


    Depressão x ansiedade


    Esses distúrbios estão interligados, podendo ser difícil abordá-los de forma individual. É muito pouco frequente ter um quadro depressivo sem componentes de ansiedade e quadros de ansiedade sem componentes depressivos.


    Como manter a saúde mental em dia?


    A saúde mental implica na capacidade do ser humano de se relacionar com o mundo externo em equilíbrio com o seu mundo interno. É a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e lidar com as pressões.


    Os medicamentos psicofármacos são opções para tratamento dos quadros descritos anteriormente. No entanto, é importante a associação de outras terapias, tais como yoga, meditação, caminhada, leitura e outros hábitos de vida saudáveis, de grande importância para as vivências estressantes. “Indicamos atividades que ajudem a diminuir o nível de adrenalina, cortisol e outros que percorrem o corpo, pois até para se exercitar as pessoas o fazem com ansiedade e pressa. Eu não recomendo práticas de academia à noite, pois podem interferir no sono”, afirmou dra. Maria Barcala.


    A psiquiatra também indica que seria muito bom tratamentos psicoterapêuticos para todas as pessoas e a reconexão com a espiritualidade de cada um. “Fazer trabalho voluntário em creches e asilos é um ótimo remédio. O paciente tem contato com outras realidades e reflete sobre a sua própria. Quando a gente ajuda os outros, estamos, em primeiro lugar, ajudando a gente mesmo”, finalizou.


    Neste post você aprendeu que o estresse pode levar à ansiedade e depressão. É um assunto sério, que merece a atenção de todos.


    Compartilhe com os seus amigos e familiares nas redes sociais. Essas doenças são destaques neste século e todo cuidado é pouco.


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